A
nova geração.
O começo
da viagem. - Parte 1
Lucian
era um jovem educado, de estatura mediana como de normal para uma
cavaleiro de catorze anos, seus longos e esverdeados fios, mostravam
a vaidade que o mesmo tomava, sua feição era delicada, quem não
soubesse sobre o mesmo, pensaria facilmente que era uma bela garota.
Porém
Lucian, mesmo com sua aparência frágil e delicada, mostrava-se
portador de um grande e poderoso cosmo, cosmo aquele que poderia
levá-lo ao patamar da minha casta, os cavaleiros de prata. Aqueles
que ficam entre a força de ouro e o aprendizado de bronze. Ah me
perdoe, foi arrogância não me apresentar, sou Nero de Relógio, um
dos ''mais'' poderosos cavaleiros de prata.
- Lucian,
já chega... É o bastante por hoje. - O homem que comandava o
pequeno, também era um prateado, Michelangelo de Pintor.
- C-Claro
senhor. - Confirmou e reverenciou o mestre.
- Não
seja tão mandão Michangelo, ele é só um aspirante.
- Pare
com esse apelido. - olhou para o pupilo e sorriu. - Pode ir, bom
descanso Lucian.
- Claro
mestre. - Ao iniciar sua ida, nossos olhos se cruzaram na forma de
que conecta-se algo entre aquela garoto e eu.
- Não,
oras é um apelido de infância... - Observei fixamente o pupilo de
meu amigo. - Michangelo, alguma coisa vai acontecer.
- Hum,
isso é mais um de seus, meu amigo? - Perguntava sorrindo, enquanto
segurava meu ombro.
- Eu
tenho um mal pressentimento...
Salão do
Grande Mestre, horas depois.
Lucian
parecia nervoso, ao colocar os olhos no grande mestre, não conseguiu
tirar seu olhar do mesmo, era como uma atração mais forte que o
garoto, a tensão só aumentou quanto o papa levantou e foi até o
mesmo. O jovem aspirante, permanecia imóvel, seu corpo tremia por
inteiro e sua face suava mais que o normal.
- Lucian...
Se acalme. - Proferida tais palavras, um grande silêncio reinou, o
cosmo do patriarca cobriu a imagem do garoto.
- Grande
Mestre, estou aqui. - Manteve sua posição, porém abaixou mais a
cabeça. - Lucian, o pupilo de Michelangelo de Pintor.
Finalmente o
garoto levantou o rosto e encontrou-se com o olhar do homem, o cosmo
sereno do mestre, abaixou as palpitações fortes do coração de
Lucian, o jovem ficou surpreso por tamanho poder, seus olhos
brilharam com estrelas, eles transmitiam uma sensação de paz.
- Lucian,
durante sete anos treinou nesse santuário, sobre os ensinamentos de
Michelangelo, um dos mais fortes entre todos aqui. - Ele se virou e
andou até um certo ponto, onde parou a frente de seu trono. - Creio
que chegou a hora de receber a tão sonhada armadura...
O que antes não era
visto, agora podia ser visualizado com perfeição, a urna prateada,
o simbolo em alto relevo mostrava uma mulher, segurava e olhava-se em
um espelho. Sem esperar muito, o grande mestre puxou a alça da urna
que soltou um raio turquesa para o céu.
O corpo de Lucian,
flutuou com sintonia para a armadura que se desfez e cobriu
velozmente o corpo do garoto, ao tocar novamente o chão, sua
armadura brilhava. Um tom turquesa, formava-se por pés, caneleiras,
joelheiras, cintura e tronco, os ante braços e a tiara, por ultimo
um espelho fixou-se em suas costas e completou a armadura.
- Eu... Sou mesmo um
cavaleiro, Grande Mestre!? - Sua alegria em receber a tão sonhada
armadura, era como uma explosão forte.
- Lucian, agora recebe
de minhas mãos, não... Das mãos de Athena, uma das mais antigas
armaduras. - Passou colocando a mão no ombro do mesmo. - A armadura
de bronze de Cassiopéia
O papa, também feliz
pelo novo cavaleiro, voltou ao trono e contemplou a imagem do rapaz,
a armadura encaixou-se perfeitamente, como se esperasse o corpo
perfeito para que ela protegesse. Logo a concentração dele foi
quebrada, por dois cavaleiros de prata.
- Grande mestre, viemos
o mais rápido possível. - Ambos falaram em conjunto.
O que? Aquele garoto
novamente? Havia algo diferente, estava com uma armadura, seria ele
um dos cavaleiros de prata ou bronze? Em especifico uma parte das
costas de sua armadura me chamou atenção, para cima havia uma
pequeno cabo, mais ou menos na altura do pescoço.
- Hector de Pavão,
Nero de Relógio. - Pausou nos encarando com uma expressão nada boa.
- Cavaleiros, chamei vocês aqui para uma missão... Os dois iram
junto com Lucian, iram investigar uma onda de cosmo muito forte...
- E aonde seria senhor?
- Hetor, se colocou confiante.
- Lesbos.
- Lesbos? A ilha
Lesbos? - Perguntava surpreso.
- Sim, muitos boatos
dizem que uma grande fonte de energia emana de lá... Dois dos
cavaleiros de bronze foram verificar, a situação é realmente
verídica. - Seu olhar me pareceu preocupado com os moradores da
ilha. - Se for mesmo algum inimigo, ele é forte. Em poucas semanas
uma aldeia foi completamente destruída e os moradores fugiram com
medo, isso significa que essa fonte de cosmo, não é de um inimigo
normal.
- Senhor, tem mais
algum detalhe ou local certo que devemos ter em mente?
- Depois que a área
foi varrida, a vegetação se manifestou rapidamente, como se alguém
puxasse ela para perto... Essa aldeia fica perto de uma ruína, uma
espécie de castelo.
- Certo, iremos agora
mesmo, nos deseje sorte.

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